sábado, 25 de julho de 2009

O que salva o amor

L.Barbosa conta a história de uma ilha onde viviam os principais sentimentos do homem: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, e Amor.
Um dia, a ilha começou a afundar no oceano; todos conseguiram alcançar seus barcos, menos o Amor.
Quando foi pedir a Riqueza que o salvasse, esta disse:- “Não posso, estou carregada de jóias e ouro”.Dirigiu-se ao barco da Vaidade, que respondeu:- “Sinto muito, mas não quero sujar meu barco”.O Amor correu para a Sabedoria, mas ela também recusou, dizendo:- “Quero estar sozinha, estou refletindo sobre a tragédia, e mais tarde vou escrever um livro sobre isto”.O Amor começou a se afogar. Quando estava quase morrendo, apareceu um barco – conduzido por um velho – que o terminou salvando.- “Obrigado” – disse, assim que se refez do susto.– “Mas quem é você”?- “Sou o Tempo” – respondeu o velho. Só o Tempo é capaz de salvar o Amor.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Vida real? Como faço p/ trocar de canal?


Ele era um pé. Ela era toda coração. Ele gostava de estar em terra firme; gostava de parar e ponderar. Ela tinha que se manter em movimento; bombeava fluidos a cada instante. A comunicação entre eles às vezes sofria interferências. Ele tinha ciúmes por dividi-la com os outros. Ela, por sua vez, sabia que ele também se dividia, só menos descaradamente.
O que o Pé não percebia era que o Coração se mantinha em movimento apenas por ele, nada mais. Mesmo que sua tarefa se ampliasse, ela sabia que seria unicamente dele se pudesse. Queria provar isso, mas não sabia como.
Ela perdoava todas as vezes em que ele corria e ela precisava acelerar-se para acompanhá-lo. Algum erro dela, no entanto, seria imperdoável. No fundo, queria ser apenas o outro pé. Lado-a-lado. Ainda que se desencontrassem em várias caminhadas, poderiam parar juntos, como duas metades daquele inteiro.
Algumas vezes descia até o estômago para estar mais próxima. Outras vezes parecia ir parar na mão de tão perdida. Quando desencontrava o ritmo, desesperava-se. Condenada a ser coração para o resto da vida, ela apenas continuava seu trabalho. Batendo em si mesma. Em movimento.

Não o culpava, sabia que era seu destino.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

[Cartas] - [CF]


"eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar.Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonhado que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso.Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

king of pain


I have stood here before inside the pouring rain

With the world turning circles running 'round my brain

I guess i always thought you could end this reign

But it's my destiny to be the queen of pain


I'll always be king of pain

sábado, 4 de julho de 2009

your choice.

and I just let you make your choice.